terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Projeto prevê compartilhamento de carros elétricos em universidade de Porto Alegre


Iniciativa será implantada em caráter experimental em dois campi na Capital. Para expandi-lo, os idealizadores buscam investimentos

Um projeto de compartilhamento de automóveis elétricos pode estacionar em Porto Alegre até o final deste ano. Desenvolvido por quatro estudantes da UFRGS por meio de uma startup, o Sistema Veicular Inteligente (Sivi) está em fase final de preparação de softwares e sistemas de integração, e começará a ser testado em carros.
Trata-se de um projeto semelhante ao BikePoa, em que usuários utilizam um aplicativo no celular para liberar as bicicletas em uma estação e, após um prazo, devolvem as bikes em outro ponto — a conta vem no cartão de crédito no final do mês.
O projeto começará em caráter experimental e servirá à comunidade universitária, já que haverá apenas uma estação no Campus do Vale da UFRGS e outra no Campus Centro. Mas o plano é expandir.
O objetivo é realmente incentivar o compartilhamento. Quanto mais gente deixar o carro em casa, melhor — explica Lucas de Paris, diretor executivo da MVM Technologies, que toca o projeto.
Os veículos têm espaço para duas pessoas, uma forma de otimizar o consumo da bateria, parte crítica dos carros elétricos. São três os modelos cogitados para o Sivi: Twizy, da Renault, Hiriko CityCar, desenvolvido nos Estados Unidos, e o Jad, projeto de um empresário de Lajeado. O modelo gaúcho custa um terço do preço dos demais (R$ 20 mil), mas levaria mais de um ano para ser fabricado.
Com um investidor, poderíamos importar os carros e dar escala ao negócio mais rapidamente — diz Lucas.
Freio na poluição e isenção de ipva
O veículo elétrico não é poluente, tem isenção de IPVA e rodaria a um custo de R$ 0,10 por quilômetro. A velocidade máxima é de 70km/h. Um GPS acoplado nos automóveis vai detectar se houver desvio de rota e alertar o motorista.
O modelo, implantado nos Estados Unidos e na Europa, permite ao usuário pegar o carro em vagas ou garagens espalhadas pela cidade e devolvê-lo depois. Em dezembro, sistema semelhante começou a funcionar no Recife (PE) e, neste ano, deve iniciar no Rio de Janeiro. Em Porto Alegre, o custo será por trajeto. Para ir de uma estação a outra, o usuário pagará R$ 24 se for sozinho, e R$ 20 se der uma carona, neste caso, o valor pode ser dividido.
Os jovens apresentaram o projeto para a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que confirma interesse em dar suporte à iniciativa, mas não tem ainda um projeto para implantá-la.
Em Recife, iniciativa será ampliada em março
Ainda em fase experimental, os carros elétricos têm sido testados com sucesso em Recife. O sistema está restrito a motoristas cadastrados e se resume a trajetos curtos, de até dois quilômetros, mas já chama atenção de quem vê os veículos circulando na cidade. A partir de março, o projeto deve ser expandido para permitir que toda a população possa participar.
Por enquanto, três carros se dividem entre três estações, mas o número de paradas deve dobrar. Os trajetos estão concentrados na área onde o projeto foi desenvolvido: o parque tecnológico Porto Digital.
Nossa ideia não é botar os carros na cidade toda, mas testar essa solução tecnológica e mercadologicamente. É como as bicicletas compartilhadas: entregamos o produto e, se der certo, alguém pode comercializá-lo — explica Cidinha Gouveia, gerente de projetos do Porto Digital.


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